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2021 em fotos

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 Era uma vez, num reino muito, muito distante, uma mocinha que gostava muito de tirar fotos. 

Se você já acompanhou a outra encarnação desse blog, deve se lembrar de uma época em que posts com fotografias eram abundantes. Fotografar coisas era um hobby no qual eu tinha certa confiança e disposição, até que de repente... deixou de ser. Na minha cabeça, atribuo isso um pouco ao instagram, seu layout quadrado com o qual nunca me acostumei, e o conceito de feed aesthetics, que parece minar a criatividade ao te forçar a fazer um trabalho que combine visualmente com o anterior... ou pode ser que eu só seja incompetente e burra mesmo (pensamentos cortesia da minha baixa autoestima).

Depois de instalar de novo o Lightroom, dei uma olhada na pasta de fotos desse ano e resolvi fazer um post com minhas imagens favoritas. Quase tudo fotografado fora de casa, em lugares com um charme apelativo, porque mesmo depois de uma reforma que me deu toneladas de luz natural dentro de casa, parece que a habilidade de compor cenários interessantes me deixou, pelo menos por enquanto. Ou o mais provável, a falta de prática enferrujou as engrenagens criativas... Os desafios de tirar foto todos os dias pro Flickr foram o auge da minha habilidade fotográfica, eu me inspirava muito vendo o que os outros estavam produzindo e me sentia muito livre pra inventar qualquer coisas (sem a pressão de agradar uma audiência potencial).
Sem mais delongas, amigos, as coisas mais bonitas que minha câmera viu em 2021:





Boring and brazilian

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Entre o último sumiço e esse reaparecimento, fiz um cabeçalho novo pra esse blog!!
Essa versão nova surgiu de fogo no rabo pra inventar moda + interesse por lettering + a mesa digitalizadora de segunda mão que comprei em 2012. Abrindo isso aqui novamente, me dei conta de que eu tinha dado mais um perdido na minha escritora interior, e que ainda não tinha me apoderado direito deste espaço que criei para me divertir.
A coisa é que já faz muitos anos que estar na internet é uma atividade que traz no pacote uma comparação indesejada com outras habitantes do condomínio virtual "mulher branca dos anos 90 que cresceu achando que era inteligente e está aí lidando com a frustração". De algum modo, toda vez que sento com a intenção de escrever algo, não consigo mais resgatar a experiência adolescente de digitar meus sentimentos e de dedicar um espacinho pros gifs de pixel art que eu adorava, mesmo sabendo que era a única na minha turma que ligava pra esse tipo de coisa. 
(Pra não me deixar sofrer sozinha, Natalia também fala de uma sensação parecida aqui.)

Estar na internet e ter um blog também parece um jeito de participar de uma turminha - justamente, a turminha das meninas com experiências similares às minhas que eu não encontrei quando gostaria, e agora sinto que ainda teríamos muito a compartilhar. Mas mesmo diante desse círculo de gente legal, a sensação que amarguei nós últimos anos é que sou entediante. Entediante e brasileira, uma combinação desencantadora. Enquanto assisto algumas dessas pessoas - que de alguma forma eu sinto que se parecem comigo - falando sobre autores que eu queria estudar, conquistas que eu queria ter, tirando fotos em casas que eu queria morar, o fator de conexão se esmigalha quando não vejo o mesmo encanto na rua da minha casa, nas roupas que eu visto, nas coisas mais despretensiosas como conversas de whatsapp - que também parecem ser mais interessantes na arroba do lado. 
Também não é como se eu não tivesse tentando. Comprei calças novas, canetas coloridas e até me arrisquei a fazer vídeos pessoais novamente - e embora o resultado seja melhor do que continuar vivendo como antes, ainda assim parece carecer do fator wow que vejo na internet, cenas que por falta de palavra mais adequada, parecem perfeitas. Eu sei, eu sei, já faz anos que eu aprendi que a perfeição só existe no mundo das ideias, mas ainda assim isso não me ajuda muito na tarefa de ser eu mesma nesse espacinho virtual que arranjei. De que serve ser autêntica, se eu poderia ser legal? Se as pessoas também preferem gente legal? O que é ser legal, anyway? Agora esse post está cheio de perguntas que eu deveria fazer na terapia - o que eu desconfio que não seja muito interessante pra ninguém.

Mas se você ainda está lendo esse post, tenho um link legal pra te passar: lendo o blog da Luiza Normey, que adotei como minha professorinha de aquarela (oi Luiza, você é demais, me nota), encontrei uma postagem na qual ela fala sobre a própria experiência na busca de um estilo artístico próprio, e deixa bem claro que o segredo é praticar muito e superar os obstáculos mentais que atravancam o processo: desejo de aprovação, comparação com os outros e o julgamento interior. Eu fico pensando que a rota de pôr num pedestal alguém que se também parece com a nossa versão idealizada e tentar se parecer com ela a todo custo parece mais fácil do que construir uma personalidade por tentativa e erro, e é assim que a gente embarca nessas ciladas de comparação, frustração e desespero. Formar referências sem se misturar a essas referências é mais difícil do que parece...

Vou ficando por aqui. Botem reparo no cabeçalho novo, por favor ♡ bj bj até mais



Oficialmente velha

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Minha primeira dificuldade em me adaptar a um formato novo de rede social começou a aparecer há uns dez anos, quando conheci o tumblr; e enfim se consolidou nesta década, quando percebi que o tiktok realmente não é pra mim e - pela primeira vez desde que me lembro - enfim gozei do meu direito de não me cadastrar numa plataforma emergente (eu, que já tive conta no plurk, no ello, no pillowfort e em qualquer buraco promissor no qual eu pudesse cadastrar um username). Desde que parei de usar o Instagram, me dei conta de que realmente não faz diferença compartilhar uma centena de informações particulares, coisinhas do cotidiano, que antes eu fazia com tanta naturalidade: eu estava sempre esperando algum tipo de engajamento, que no fim das contas sempre acabava sendo uma meia duzia de interações genéricas mediadas por algum formato específico de ferramenta, que nunca permitia que eu mantivesse uma conversa propriamente dita e que eu sequer precisava. Imagina ter que manter isso por meio de vídeos (que sempre requerem uns vinte minutos de edição)? Nope, Emi out.

Nessa semana acompanhei a comoção que tomou conta do Twitter enquanto os millenials descobriam que eram completamente cafonas aos olhos da geração mais nova e que coisas como gostar de Friends, desenhos Disney, saber sua casa de Hogwarts e usar calça skinny com sapatilha de bico redondo nunca estiveram tão em baixa. Acho que já era hora: meus contemporâneos já estão rodeando os trinta anos, faz muito tempo que ninguém me convida pra uma formatura de graduação e estou tempo suficiente fora da escola pra que as coisas que aconteceram "na minha época" realmente sejam desconhecidas pra geração atual. Se nada disso fosse suficiente pra jogar a passagem do tempo na minha cara, finalmente começaram a surgir fios insistentes de cabelo branco na minha cabeça, batendo definitivamente o prego de não sou mais uma jovenzinha.

Antes que o leitor tente me consolar com frases do tipo "a idade é um estado de espírito", eu tampouco quero ser jovem, no sentido completo da palavra. A juventude implica ânimo e disposição pra acolher todas as novidades, coisa que eu já não tenho mais. Esses dias também comentei com o Digníssimo que parece que a indignação adolescente que sentia quando via algo que eu discordava foi desaparecendo com a maturidade, e deu lugar a um aborrecimentozinho preguiçoso. Não sei se isso é bom ou ruim, mas gosto do fato de gastar muito menos energia psíquica com abobrinha que, na prática, faria pouca ou nenhuma diferença na minha vida. Quanto mais o tempo passa, mais me sinto confortável em ser quem eu sou, e isso é uma boa compensação ante o fracasso em acompanhar todas as novas coisas maravilhosas do momento e os altos e baixos emocionais que elas me proporcionariam. Descobri que gosto mesmo de artes e artesanatos, ainda que esse não seja meu ganha pão; que não preciso dar nenhum tipo de satisfação por não fazer dos meus hobbies coisas produtivas (às vezes eu tenho preguiça, e tudo bem) e que ainda gosto (e provavelmente gostarei pro resto da vida) de joguinhos de construir casinha e vestir personagem. Ser quem eu deixou de ser um grande exercício torturante e enfim começa a ficar prazeroso, e são essas as coisas nas quais me refugio quando a vida ainda fica torturante (porque é a vida, essa montanha russa infernal, que joga uma pandemia mortal no ano em que você ia casar, viajar pra fora do país, etc). Foi pensando nessas coisas que concluí que quero ter um blog de novo.

O problema: ninguém mais mantém blogs. As pessoas não lêem mais blogs - nem eu mesma leio. Fico presa nesse conflito de ceder ao feed das redes sociais que estão a dois toques de distância e me oferecem um pouquinho de entretenimento imediato ao invés de lembrar de acessar um site maneiro, que muito provavelmente tem mais a ver comigo e com meus interesses, no qual não encontrarei anúncios, lacração descontextualizada nem a burrice alheia esfregada involuntariamente na minha cara. Também tenho a impressão sincera de que desaprendi a blogar, uma ideia acompanhada pela noção de que isso aqui precisa ter algum tipo de proposta editorial e indicativos que sou uma pessoa normal e confiável falando sobre a minha vida - quando na verdade, o que eu mais queria era ler o diário virtual dos outros e o blog que mais deu certo na minha vida é exatamente um grande diarinho sem critério nenhum. 

Talvez eu ainda precise me sentir mais confortável comigo mesma pra poder escrever banalidades num site sem nenhum propósito aparente além de me conectar com pessoas que compartilham os mesmos interesses que eu, mas por enquanto, o esforço que estou fazendo é esse. Tomara que eu consiga falar de outras coisas aqui também!

Fazendo arte

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Ontem tive a brilhante ideia de fazer uma segunda graduação em Artes Visuais. O brilhante é ironia pura: não trabalho com isso, não acho que vou começar a trabalhar na área, não tenho tempo pra fazer uma segunda graduação (dado que tenho um trabalho que ocupa minhas tardes, o período do curso que gostaria de fazer) (quem inventa um curso de graduação só no período da tarde?) e não tenho dinheiro pra pagar por um curso longo por simples hobby. Ainda assim, a ideia me deixou animada: sou uma negação pra ser autodidata, e um professor que soubesse me direcionar o que ler e o que fazer pra aprender História da Arte e Filosofia da Estética pareceu muito próximo de preencher minhas necessidades intelectuais da melhor forma possível.
Quando me inscrevi no primeiro e único vestibular sério que prestei, ainda não tinha a opção de estudar Artes Visuais na Única Universidade Pública Perto da Roça. Mesmo se o curso existisse na época, duvido que fosse uma opção que eu tivesse considerado: tudo é muito limitado quando você cresce numa cidade do interior, e suas opções de curso e de carreira acabam se resumindo aos sonhos e projeções dos seus pais e professores (que admiram funcionários públicos e profissionais liberais das Engenharias, Direito e Saúde). Fazer qualquer curso de ciência pura (Matemática, Química, Geografia)? Coisa pra quem não tem notas boas o bastante, ou quer fumar maconha o dia inteiro. Arte? Design? Ciência? Isso nem existe enquanto profissão, pelo menos não no Interior do Paraná. Assim, conciliei meus desejos e os imperativos do mundo real da melhor forma que pude, e não posso dizer que eu sou infeliz no que eu escolhi fazer - mas tem essa parte que continua insatisfeita no meio dos livros e dos meandros da profissão. Não acho que eu necessariamente precise de um Diploma Formal de Ensino Superior pra ser feliz com isso, mas onde mais eu posso aprender de forma confiável sobre Arte sem ter que pagar um rim?

Alguém ja fez um curso no Youtube sobre isso? 
Me mande referências, internet, obrigada de nada

Como é que se bloga mesmo?

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Oi, eu sou a Emi e estou aqui, em pleno 2020, pensando em voltar a blogar. Ainda tem alguém aí?

Estive na blogosfera de 2012 até 2019 com minha última portinha virtual, e antes disso - como toda criança dos anos 90 que cresceu descobrindo o Maravilhoso Mundo da Internet - ocupei uma série de URLs, postando gifs de pixel art e querendo um template bonito da Lindsay Lohan pra chamar de meu, depois bancando a escritora e depois, mesmo que no meu cantinho, aproveitei a onda absurda de blogueiros e blogueiras que pipocavam de monte junto com o sucesso de várias criaturas que hoje em dia estão podres de rica e ganham a vida ~produzindo conteúdo~ em mil plataformas diferentes.
Em paralelo a tudo isso, mantive e ainda mantenho outro blog que é o suprassumo do fluxo de consciência e conseguiu acumular doze anos de desabafos bobos e meio incoerentes sobre a minha vida. As far as blogs pessoais go, acho que esse é um exemplo notório, mas que hoje em dia só é acessível para meus melhores amigos por 3 pagamentos de 49,90 não tem mais espaço na internet. Se em 2008 eu era uma estudante de uma cidade da roça falando bobagem e querendo fazer amigos, hoje tenho um emprego muito associado ao meu nome, acumulei um absurdo de informações pessoais num só site e não tenho a menor ideia se o Google, trackers chineses, alguma empresa de venda de dados ou algum maluco mal-intencionado podem estar lendo o que eu posto pra fazer sei lá o quê. Tem sido cada vez mais difícil se expôr na internet.

Usei o Twitter e o Instagram por um bom tempo - à medida que fui perdendo o interesse em blogar, fui ficando mais envolvida em manter contato com as Pessoas da Internet, um bando de gente muito legal que conheci (principalmente na blogosfera) e que se encontrava especialmente nessas duas redes. Desde a época do Orkut a gente está aqui reclamando que gente legal mora longe, e ter encontrado um jeito de ficar perto dessas pessoas tão interessantes foi algo que abusei enquanto pude, compartilhando interesses em comum, chorando pela miséria que cada dia mais se acumula na nossa conjuntura atual e trocando figurinhas sobre coisas da vida (como o dia em que pedi conselhos pra comprar carro, já que ninguém da Vida Real soube falar algo que preste) - até o dia em que chutei o balde e sumi. Amigos da Internet, desculpem, mas não dava mais.

Kátia, profeta, visionária

O Instagram é cansativo: stories o tempo todo, um monte de anúncios, as pessoas querendo enfiar marketing de conteúdo até no rabo, uma pressão recorrente pra ter uma ~estética~ apelativa e interessante. O Twitter... De uma rede que eu adorava onde conheci gente bacana demais, hoje em dia sobrou só o chorume: à distância parece um hospício com um bando de doido berrando acusatoriamente sobre coisas que estão apenas minimamente relacionadas com a vida real. Aparentemente, perdi toda uma coleção de presepadas do Excelentíssimo Asno Presidencial, que embora pudessem me dar a sensação de estar informada, no fundo eram só fofoca de nível internacional. Eu ia poder fazer algo sobre isso? Como essa informação ia mudar minha vida além de me fazer passar ódio? Optei pela alienação, e mesmo achando que ia sentir falta de ter algo com o que me ocupar nos momentos de ócio (spoiler: achei outras coisas), posso sentir minha SaúDe MeNTaL aos poucos recobrando o viço. 

Voltar a manter um blog parece uma decisão muito alinhada com isso, ainda que seja 2020 e aparentemente ninguém mais tenha blog: gostar de escrever parece ser o único traço de personalidade que me acompanha desde sempre, e depois de ver uns vídeos no YouTube em que as pessoas pareciam apenas mostrar o cotidiano delas sem nenhuma pretensão, fiquei pensando que eu poderia fazer a mesma coisa. 

Eu não faço umas coisas bonitas assim, mas a intenção é a mesma

Gosto muito de coisas bonitas mas odeio me sentir enganada, e o nome desse blog é uma síntese dessa ideia: As melhores coisas que tenho são as que são bonitas e verdadeiras, ainda que não sejam as melhores do mundo. Bom, teje inaugurado esse blog (e se alguém ainda estiver por aí: comente!!)

#9: Pornô de livraria

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Não sei dizer quando foi que eu comecei a aceitar o fato de que era uma colecionadora de livros, mas levou bastante tempo desde a compra da primeira edição frescurenta até o fatídico dia em que tive que encarar a dura realidade: eu tinha um fetiche. Por livros bonitos.
Falar em colecionar livros parece uma heresia: já cansei de ver gente por aí bradando que livros devem ser vividos, grifados, anotados, passados adiante, manuseados até virar pó. Ah tá. Desde criancinha eu sempre fui ensinada a tomar o máximo de cuidado com as minhas coisas e isso obviamente se estendeu aos livrinhos, que sobreviveram aos últimos vinte anos em condições quase novas, e claramente foi passado aos livrões. Isso nunca foi um problema, desde que as pessoas que chegassem perto dos meus livros tomassem o cuidado de não fazer orelhas nem dobrar a capa no meio na hora de ler, e se possível, não forçassem a espinha abrindo o livro num ângulo maior do que 65 graus.
 Até aí tudo bem. Eu nem comprava livros, porque aqui a Roça não é bem servida em livrarias, e como adolescente eu nem tinha dinheiro pra isso - só esperava a feira do livro da escola pra poder torrar o dinheiro que ganhava de aniversário. Mas o tempo passou, a internet entrou nas nossas vidas e de repente eu descobri o mundo maravilhoso do bookstagram e me apaixonei perdidamente pelos livros que via nas fotos, tão diferentes das edições padrão que sempre peguei na biblioteca.
Eu precisava daquilo pra ser feliz. Era o meu sonho de infância de viver numa biblioteca maravilhosa, rica e elegante, quase um sonho de princesa. Foi assim que, sem perceber, me tornei a louca dos livros bonitos.
Desde 2013, eu tenho comprado e construído lentamente uma bibiliotequinha modesta, porém respeitável, com os livros mais legais que já li - e obviamente, mais bonitos também, já que meu coração tem uma queda enorme por encadernações com letras douradas e qualquer outra firula, e também porque em tempos de e-reader, me sinto no direito de ser um pouquinho mais fútil e dedicar mais dinheiro e espaço físico a algo que também alegre meus olhos e fique bonito nas fotos. Sou uma fashion victim de livros, gente. Pra manter as coisas num nível saudável, me comprometo a comprar só uma edição por volume e a ler aquilo que eu comprar, já que afinal de contas, são livros. Os bichinhos são tão lindos e eu sou uma dona tão coruja que decidi fazer um vídeo exibindo meus livros mais eye candy da estante:
Algumas informações que eu não coloquei no vídeo mas gostaria de falar assim mesmo:

O que eu chamo de 'guarda' aí no vídeo chama folha de guarda, eu acho. Em inglês, o nome é endpaper, e até então eu não chamava de nada, risos. Os livros em que ressaltei a folha de guarda são aqueles que tem ilustrações ou estampas bonitas (acho que são só esses da Barnes & Noble - aliás, a coleção chama Barnes & Noble Leatherbound, mas os livros são óbviamente de ~couro~ sintético).
Uma coisa que acho que faz a diferença são cortes coloridos/com efeitos especiais. Não escrevi ali no box de informações porque senão iria ficar muita coisa - além do quê, era visível, mas dois livros tem cortes dourados (Alice e The Secret Garden) e cinco são coloridos (os três da Jane Austen e as duas coletâneas da Stephanie Perkins). Os livros das irmãs Brontë também tem cortes diferentes: as páginas são desniveladas - o nome disso em inglês é deckled edge - e aparentemente o objetivo é copiar o aspecto dos livros antigos, que vinham com as páginas fechadas e o próprio dono tinha que abrir com faca. Eu acho isso muito incômodo, mas tá valendo né;
Essa edição de Jane Eyre tem um erro na capa sob a jacket: o nome da autora foi impresso como Emily Brontë. É um erro em todas as edições (francamente, Penguin). Aliás, a Penguin faz livros lindos, mas que podem ser facilmente danificados de bobeira: as jackets de Great Gatsby e dos livros das irmãs Brontë, assim como as capas, são revestidas de papel: não é aquele papel plastificado que a gente costuma ver nas capas dos livros, é PAPEL mesmo. Se cair líquido ou você deixar acumular muito pó, adeus, nunca mais vai limpar. O mesmo vale pra Middlemarch: livros encadernados em tecido são maravilhosos, mas a agonia daquilo sujar e você estragar o livro pra sempre é real;

Essa cópia de Middlemarch foi trocada pela Amazon porque a que eles me enviaram inicialmente veio com a impressão do padrão da capa toda falhada e eu pedi uma troca. SOU FRESCA SIM, EU TO PAGANDO;
Essa edição de Great Gatsby é o livro mais caro que eu já comprei (custou 85 reais) e não tem NADA além de um prefácio especial e essa jacket bonitinha. Ser colecionadora é uma maldição terrível;
Compro a maior parte dos meus livros na Amazon e no Book Depository, onde eles costumam ser mais baratos, ma levam uns 40 dias pra chegar - mas já comprei no Submarino e na Americanas, na Cultura e até na Amazon Espanha;
A edição que veio da Amazon Espanha (na mala de uma amiga, risos) é Wuthering Heights, que eu comprei pela primeira vez pelo Better World Books, esperei pacientemente por um mês, dois, três, e... nada. Quando entrei em contato com eles pra comunicar o extravio, eles me disseram que só podiam me dar um reembolso caso eu tivesse comunicado em até um mês. NADA INTERNACIONAL CHEGA NO BRASIL EM UM MÊS. Nunca mais comprei nada lá e passei mais ou menos um ano chorando a perda dessa edição, que era uma edição limitada da Penguin. Também não tem nada de especial, mas eu amo muito essa jacket. Repito, ser colecionadora é uma maldição terrível;
Entre a filmagem desse vídeo e esse post eu comprei mais um livro: a edição da Cosac de Contos da Mamãe Gansa, do Perrault. É outro livro encadernado em PAPEL e cada conto é impresso num tipo de papel diferente, com cores e diagramação especiais. Coisa mais linda de se ver.

E esse foi um post completamente inútil falando de minúcias de livros, mas espero descobrir que não estou sozinha nesse fetiche por papel ostentação. Beijos e até amanhã!!